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Região Sul Fluminense,03/02/2026

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Clima esquenta no bairro Vera Cruz, em Miguel Pereira, e moradora sugere que vereadora se retire de grupo comunitário

Ulisses Armelão
Clima esquenta no bairro Vera Cruz, em Miguel Pereira, e moradora sugere que vereadora se retire de grupo comunitário Divulgação

O clima esquentou no bairro Vera Cruz, em Miguel Pereira, após moradores questionarem de forma contundente a atuação de uma vereadora em relação a demandas antigas da localidade. A discussão ocorreu em um grupo comunitário e expôs um cenário de forte insatisfação popular, acusações de oportunismo político e críticas diretas à postura da parlamentar diante das cobranças públicas.

Antes da escalada do conflito, a vereadora apresentou um ofício solicitando melhorias para o bairro, documento que não contém numeração, número de protocolo nem recibo de recebimento da Prefeitura. O conteúdo do ofício reúne as mesmas demandas que estavam sendo debatidas naquele dia no grupo comunitário, o que gerou questionamentos entre os moradores sobre o momento em que o documento foi produzido e apresentado.

Uma moradora afirmou que a vereadora só teria encaminhado o ofício ao Poder Executivo após ser marcada em publicações e pressionada pelos membros do grupo, destacando que o conteúdo do documento reflete exatamente reivindicações que já vinham sendo feitas pelos moradores.

Segundo o relato, antes disso, a parlamentar não mantinha diálogo com o grupo nem havia oferecido apoio direto à comunidade. A moradora também criticou bloqueios realizados em redes sociais e rejeitou o que classificou como tentativa de se promover politicamente a partir das dificuldades enfrentadas pela população do bairro.

Outra moradora reforçou o descontentamento e declarou que vereadores que não aceitam críticas não deveriam sequer disputar eleições, sugerindo que a parlamentar se retirasse do grupo por não aceitar o contraditório e as cobranças públicas.

Em resposta às críticas, a vereadora publicou uma longa mensagem negando que sua atuação tenha sido motivada pela pressão exercida no grupo. Ela afirmou que já vinha acompanhando as demandas do bairro antes mesmo de ingressar no espaço virtual, explicou que não utiliza grupos de WhatsApp como ambiente de debate frequente e que seu trabalho ocorre por meio de atendimentos, reuniões e encaminhamentos formais.

A parlamentar também defendeu a validade do ofício encaminhado ao Executivo, ressaltando que o documento é público, teve apenas a correção de uma data sem alteração de conteúdo e classificou como infundadas as acusações de que o pedido teria sido feito somente após manifestações no grupo.

Apesar de afirmar que críticas fazem parte da vida pública, a vereadora demonstrou incômodo com o tom adotado por alguns moradores, alegando desrespeito, hostilidade e tentativas de deslegitimar o exercício de sua função. Ao final, anunciou sua saída do grupo comunitário, afirmando que o ambiente não seria saudável para o diálogo, mas reiterando que continuará atuando no bairro.

Para moradores de Vera Cruz, o episódio escancara a falta de diálogo efetivo, a reação negativa a críticas públicas e a sensação de abandono histórico enfrentada pela comunidade. O caso reacende o debate sobre representatividade, transparência e a postura de agentes públicos diante da cobrança direta da população.





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