Pressão do PT por Ceciliano segue forte em articulação para eleição indireta ao governo do Rio
Uol A pressão interna do Partido dos Trabalhadores para que o secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal, André Ceciliano, dispute a eleição indireta para o governo do Estado do Rio de Janeiro segue forte nos bastidores de Brasília e do Rio. A articulação ocorre em meio ao cenário de possível renúncia do governador Cláudio Castro, que é cotado para concorrer ao Senado.
Lideranças do PT avaliam que a escolha de um nome alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva é estratégica para fortalecer o palanque petista no estado. O Rio de Janeiro continua sendo tratado internamente como um dos ambientes eleitorais mais desafiadores do país, o que tem levado o partido a defender um perfil com experiência política, articulação institucional e capacidade de diálogo.
Caso Cláudio Castro confirme a saída do cargo, o novo governador será escolhido por meio de eleição indireta na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e exercerá o mandato até dezembro. Nesse contexto, a pressão do PT por Ceciliano ganhou intensidade, com setores influentes do partido defendendo seu nome como alternativa viável para o comando temporário do Palácio Guanabara.
Até então, o plano pessoal de Ceciliano era retornar à Alerj e, posteriormente, disputar novamente a presidência da Casa, cargo que ocupou entre 2017 e 2022. O projeto contava com o apoio de familiares e aliados próximos. No entanto, o aumento da pressão interna do PT mudou o cenário político e abriu espaço para a possibilidade de uma candidatura ao governo estadual.
Outro elemento que pesa nas discussões é a falta de confiança de parte do PT em relação ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Dirigentes partidários avaliam que o prefeito é um aliado instável e que sua atuação política não garante, de forma sólida, um alinhamento automático com o governo federal.
Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, um encontro entre André Ceciliano e o presidente Lula, previsto para os próximos dias, deve ser decisivo. A reunião pode definir se o secretário mantém o plano de retorno ao Legislativo ou se aceita o desafio de disputar o comando do estado em um momento considerado estratégico para a política fluminense.




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