A política miguelense em ebulição

Seja bem-vindo
Região Sul Fluminense,28/03/2026

  • A +
  • A -

Ulisses Armelão

A política miguelense em ebulição

A política de Miguel Pereira vive um de seus momentos mais conturbados dos últimos anos. Um ambiente carregado, marcado por desconfianças, rachas internos e uma sucessão de narrativas que já não convencem como antes.

A chamada “história dos três prefeitos” Pedro Paulo Quinzinho, Vitor Hugo e André Português passou a soar mais como discurso ensaiado do que como realidade política. Nas ruas, nos corredores do poder e nas conversas de bastidores, cresce um boato insistente: o de que quem ainda dá 100% das cartas na cidade é o ex-prefeito.

Se isso procede ou não, é algo que o atual prefeito precisa esclarecer com mais transparência. Afinal, como diz o velho ditado popular, "onde há fumaça, pode haver fogo". E na política, a ausência de explicações costuma alimentar ainda mais as suspeitas.

Outro tema que entrou definitivamente na pauta da cidade é a criação e a gestão da Miguel Pereira Tur. Idealizada para gerir e impulsionar o turismo, a entidade hoje é alvo de questionamentos que exigem respostas claras. E essas explicações, naturalmente, recaem sobre a principal figura política da cidade: André Português.

Paralelamente a isso, um novo ingrediente incendiou o cenário político local: o racha declarado entre o atual presidente da Câmara e o grupo político que comanda a Prefeitura. Aliado de outrora, Vitor Ralha se tornou um dos principais opositores da administração municipal.

Seu discurso é mais moderado quando se refere ao ex-prefeito, por razões óbvias. Além do laço familiar, foi líder do governo durante a gestão de André Português. Ainda assim, o afastamento político é evidente e irreversível.

O resultado é um tabuleiro em constante movimento, que já projeta um 2026 agitado, com embates públicos, disputas nos bastidores e reposicionamentos estratégicos.

Observando tudo isso de fora, mas nunca ausente do jogo, está Rosemberg da Kaf. Único opositor consistente ao longo de mais de oito anos, foi também quem conseguiu estruturar uma campanha minimamente organizada e com resultado eleitoral expressivo. Os cerca de 4 mil votos obtidos na última eleição para prefeito não são detalhe, credenciam Rosemberg a entrar no debate de 2028 com peso político real.

Miguel Pereira vive um momento de inflexão. O discurso oficial já não basta. A cidade cobra respostas, clareza e definição de rumos. E, na política, quem demora a falar, acaba falando tarde demais.



COMENTÁRIOS

LEIA TAMBÉM

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.